Jaime Vives Pinedo assume o comando da Coljuegos, com jogos de azar ilegais e o mercado digital entre seus grandes desafios
O empresário do setor privado substitui Marco Emilio Hincapié à frente do órgão regulador colombiano.
O empresário Jaime Vives Pinedo foi nomeado novo presidente da Coljuegos, a entidade responsável por administrar, regular e supervisionar jogos de sorte e azar na Colômbia.
Vives Pinedo substitui Marco Emilio Hincapié no cargo e chega ao órgão regulador após desenvolver boa parte de sua carreira profissional no setor empresarial do departamento de Magdalena.
Sua nomeação coloca à frente da Coljuegos um perfil do setor privado em um momento marcado pelo crescimento do mercado digital, a luta contra o fornecimento ilegal e a necessidade de garantir os recursos que a atividade contribui para o sistema de saúde colombiano.
Do setor empresarial de Magdalena a Coljuegos
Nascido em Santa Marta, Vives Pinedo participou de diferentes iniciativas empresariais e espaços sindicais na região.
O novo presidente estava ligado ao Grupo Biocosta e à Câmara de Comércio de Santa Marta para Magdalena, onde atua como membro do Conselho de Administração em nome da Biocosta Green Energy S.A.S.
Sua chegada significa a passagem do setor privado para a administração pública nacional e o coloca à frente de uma entidade estratégica para a operação da indústria colombiana de jogos terrestres e online.
A nomeação foi promovida por mídias colombianas, como a Rádio Caracol.
Controle de jogos de azar ilegais e supervisão dos operadores
Entre os principais desafios da nova presidência está o fortalecimento das ações contra estabelecimentos, máquinas e plataformas que operam sem autorização.
A Vives Pinedo também terá que garantir o cumprimento das obrigações regulatórias e contratuais dos operadores autorizados, tanto nos canais presenciais quanto digitais.
A evolução das apostas e jogos online exigirá manter vigilância sobre plataformas internacionais que oferecem seus serviços na Colômbia sem autorização, além de fortalecer os mecanismos tecnológicos de inspeção e bloqueio.
Outro desafio será preservar um campo de jogo equilibrado para os operadores legais, que devem assumir impostos, direitos de exploração, controles técnicos e requisitos de proteção dos jogadores.
A coleção destinada à saúde, prioridade
Coljuegos administra o monopólio de busca de renda dos jogos de sorte e sorte em nível nacional. Uma parte essencial de sua função é coletar e transferir para a saúde pública os recursos gerados pelos direitos de exploração e outros conceitos associados à atividade.
A agência informou em maio que, no período entre 2022 e 2026, transferiu 4,01 trilhões de pesos colombianos para o regime de saúde subsidiado. Esse valor representou 44,46% dos 9,2 bilhões contribuídos pelo setor desde a criação da Coljuegos em 2012, segundo o balanço patrimonial oficial da entidade.
A nova presidência terá que manter o crescimento da cobrança fortalecendo o mercado regulado, supervisionando os operadores e reduzindo atividades ilegais.
Um palco chave para o mercado colombiano
Jaime Vives Pinedo assume a gestão da Coljuegos com competências que abrangem jogos localizados, apostas e jogos operados pela internet, Baloto, Super Astro, KENO, rifas nacionais e jogos promocionais.
Sua gestão terá que combinar controle regulatório com modernização tecnológica, segurança jurídica para os operadores e o desenvolvimento de um mercado capaz de continuar gerando recursos para a saúde.
A indústria agora aguarda para conhecer a composição de sua equipe, suas prioridades regulatórias e as primeiras decisões de uma etapa que começa com jogos de azar ilegais e supervisão digital entre suas questões mais urgentes.